Luiz Mandetta, que realizou uma visita de algumas horas a Luanda, falava na cerimónia de inauguração do Banco de Leite Humano angolano, salientando que a vacina está na última fase de desenvolvimento pelo Instituto de Butantan, em São Paulo.

“No ano que vem estamos muito confiantes em termos a solução definitiva da vacina da dengue feita pelo Instituto Butantan”, declarou o ministro brasileiro.

“Quatro vírus, dose única (…), vamos ver se conseguimos construir de uma maneira que Angola também possa ter o acesso a essa vacina”, referiu Luiz Mandetta, adiantando que a vacina está a 90% da fase de produção.

O ministro adiantou que a dengue é uma doença que existe em países de características tropicais, como Brasil ou Angola, defendendo que as pesquisas devem ser lideradas pelos Estados que têm este problema.

“Quem tem de pesquisar somos nós. Estamos a encontrar um caminho, pode ser que esse caminho seja muito bom para o hemisfério sul e que seja uma colaboração sul-sul, para que possamos ficar livre dessa e de outras doenças que nos afetam gravemente, como é o caso da malária”, declarou, acrescentando: “Vamos ter de juntar forças para encontrar soluções para esses problemas”.

A dengue é uma doença com febres agudas, transmitida pela picada do mosquito ‘Aedes Aegypti’, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais, sendo a vacina a melhor forma de prevenção.

Em outubro de 2018, o Ministério da Saúde de Angola implementou um Plano de Contingência para o Controlo do Vírus da Dengue, depois da notificação de 11 casos, no Hospital Pediátrico David Bernardino, com o registo de duas mortes.

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