A presidente do PAICV (oposição) disse hoje, na Cidade da Praia, que 2017 foi um ano “particularmente difícil” para as famílias, tendo em conta a perda do poder de compra e o aumento do custo dos bens e dos serviços essenciais.

Janira Hopffer Almada fez essa constatação à imprensa, depois de uma visita ao Cardeal Dom Arlindo Furtado, no quadro de encontros com representantes das confissões Religiosas, para transmitir os votos de boas festas e socializar as preocupações comuns da vida do país.

Segundo a líder do maior partido da oposição, o ano 2017 foi difícil, dando exemplos do desemprego, da a criminalidade e da situação do mau ano agrícola.

“Não deixamos de mencionar neste encontro a nossa preocupação com a população do campo, devido aos impactos da seca e do mau ano agrícola”, informou Janira Hopffer Almada.

Neste sentido, apelou que a ajudas recebidas por parte dos parceiros internacionais cheguem com maior urgência possível aos agricultores e criadores de gado que estão a passar por dificuldades e que sejam geridas com transparência e isenção.

“São muitas as preocupações, mas não podemos deixar de ter esperança que o ano 2018 vai ser de mais oportunidades para as famílias e onde as promessas e os compromissos se traduzam em acções concretas”, enfatizou.

Adiantou ainda que foi abordado a questão da greve da Policia Nacional, que, segundo Janira Hopffer Almada, demonstra a falta de capacidade negocial por parte do Governo.

“É preciso que todos nós lancemos um apelo ao Governo para reforçar a sua capacidade de dialogo, de auscultação e negociação, de modo a preservar o interesse colectivo e priorizar as principais preocupações dos cabo-verdianos”, frisou

Para Janira Hopffer Almada, esta visita ao Cardeal Dom Arlindo Furtado acontece no momento em que os cabo-verdianos mais precisam do apoio espiritual, uma vez que, conforme constatou, estão a acontecer fenómenos na sociedade cabo-verdiana que são “absolutamente estranhos”, referindo-se aos casos de desaparecimento de pessoas.

“Não podemos deixar de realçar que não é possível neutralizar o desaparecimento de uma criança de 10 anos. Falou-se na questão, mas já se passou um mês e não se fala mais no assunto”, defendeu.

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