O anúncio foi feito hoje à imprensa pelo ministro Fernando Elísio Freire, indicando que a medida foi aprovada na reunião do Conselho de Ministros e terá maior incidência nos concelhos do Porto Novo (Santo Antão) e no Tarrafal, São Miguel e Santa Catarina (Santiago).

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, o programa pretende reforçar a capacidade produtiva a nível da agropecuária, mobilização de água e criação de empregos.

Orçado em 566 milhões de escudos cabo-verdianos (5,1 milhões de euros), o ministro informou que o programa será financiado por recursos internos do Estado e por ajuda externa.

“Todos os procedimentos serão os menos burocráticos possíveis. A isso se junta ainda um conjunto de medidas que foram tomadas a nível do Orçamento do Estado que têm a ver com a melhoria da capacidade de produção agrícola, da aquisição de equipamentos agrícolas e de produção na área da pecuária”, explicou o ministro, citado pela agência Inforpress.

Com esta medida, Fernando Elísio Freire disse que o Governo está a “atenuar os problemas no mundo rural e a manter a produção agrícola em níveis que possam satisfazer as necessidades das famílias e da população”.

“O Governo está a agir em tempo, de forma estruturada e com medidas estruturantes. Este ano a situação é muito melhor do que no ano passado, porque se tomou medidas no ano passado para melhorar a situação no mundo rural”, referiu o governante.

Cabo Verde sofreu em 2017/2018 uma das maiores secas das últimas décadas, que afetou mais de 70 mil pessoas, e o Governo de Cabo Verde mobilizou 10,2 milhões de euros junto da comunidade internacional para implementar um programa de mitigação dos seus efeitos.

Na conferência de imprensa, o ministro da presidência do Conselho de Ministros referiu que o anterior programa foi executado “com sucesso”, embora tenha reconhecido que há coisas que podem ser melhoradas.

O anterior programa incluía as componentes de salvamento de gado, mobilização de água e criação de emprego para as populações.

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