Cabo Verde avança com processo de certificação e exportação do café de Santo Antão

A certificação e exportação do café de Santo Antão para os mercados internacionais podem ser uma realidade a partir de 2018, com o relançamento, ainda no decurso deste ano, do projeto sobre a valorização do sector cafeeiro, nesta ilha de Cabo Verde.

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O projeto, que neste momento está suspenso, vai ser retomado ainda em 2017, com a organização dos produtores e montagem de uma unidade de recepção, debulha e ensacamento do café com visa à certificação e exportação do produto.

O relançamento deste projecto, que foi interrompido com a extinção da Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI), vai estar a cargo da do Instituto de Apoio e Promoção Empresarial (Pro-empresa), que se prepara para retomar, ainda este ano, as acções previstas no quadro desse projecto, iniciado em 2013.

“A Pro-empresa vai dar continuidade ao projecto sobre a valorização do café de Santo Antão”, confirmou à Inforpress um técnico desta empresa, admitindo que os produtores aguardam, com “alguma expectativa”, a implementação desse projecto, com o qual se pretende recuperar um produto que, outrora, teve um papel importante na economia santantonense.

O projecto sobre a valorização do café de Santo Antão, que numa primeira fase consistiu na formação dos produtores e na recuperação das cafezais, prevê-se, para a próxima etapa, além da montagem da unidade de recepção, debulha e ensacamento do produto, também a organização dos produtos numa cooperativa.

O café de Santo Antão é produzido, até agora, de forma tradicional (torrado e moído em pilão) e tem chegado a algumas ilhas do país, através da cooperativa PARES (produtores associados em rede de economia solidária), sediada no Porto Novo.

A valoração dos cafezais de Santo Antão enquadra-se num projecto de âmbito nacional, financiado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), através do programa “TCP Facility”, que consiste na criação e valorização da fileira do café de Cabo Verde.

Além de Santo Antão, o projecto abarca ainda as ilhas de Santiago, Fogo, São Nicolau e Brava.

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