O ministro Gilberto Silva falava durante uma visita a obras de drenagem de água na cidade da Praia, disse que o plano já está traçado, mas que precisa “ser territorializado”.

“Temos o plano de 2018 em andamento, que está previsto para ir até final de outubro. De seguida, vamos ter que fazer uma avaliação mais pormenorizada a nível de cada concelho e ilha, para definirmos, juntamente com os parceiros, neste caso as autarquias, o nível das intervenções a fazer”, perspetivou o governante, citado pela agência Inforpress.

Indicando que o próximo passo é “mobilizar e implementar” os recursos, Gilberto Silva disse que o plano vai começar com campanhas de sensibilização e educação e mobilização de água.

“Este terceiro plano de mitigação será marcado pelo peso do setor da água. Temos que mobilizar mais água tendo em conta o abaixamento dos aquíferos depois de três anos de seca”, salientou.

No plano está previsto, também, o crédito, as atividades geradoras do rendimento, intervenções no domínio do reforço das cantinas escolares, bem como o transporte de água para zonas de altitude.

Tendo em conta que o país já vai nos três anos de seca, o governante reconheceu a necessidade de alargar ainda mais e ligar o plano com as medidas de resiliência.

“Não é só mitigar, mas sim é preciso adaptar, daí falar da água, que é fundamental, mas também temos que encontrar e fomentar outras atividades que vão promover, ainda mais, o rendimento das famílias”, enfatizou.

Cabo Verde atravessa o terceiro ano com chuvas escassas, tendo no primeiro ano mobilizado 10 milhões de euros juntos de parceiros internacionais para mitigar os seus efeitos no país.

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