No encerramento da formação, na cidade da Praia, que envolveu a doação, pela cooperação portuguesa, de uma viatura e material de desativação de explosivos, o ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, destacou o apoio de Portugal na formação da polícia cabo-verdiana e a “excelência” das relações com a Polícia de Segurança Pública (PSP).

“A PSP é parceira de cooperação de excelência da Polícia Nacional em todos os domínios da formação”, disse Paulo Rocha, em declarações no final da cerimónia realizada hoje de manhã.

No âmbito do mais recente acordo de cooperação técnico-policial, assinado pelos dois países em abril, só este ano deverão decorrer seis ações de formação para polícias de Cabo Verde, incluindo a da primeira equipa de deteção e desativação de engenhos explosivos da Polícia Nacional cabo-verdiana, através do apoio da Unidade Especial de Polícia da PSP.

“Há uma identidade entre as duas polícias, uma relação forte. Nós também estamos a desenvolver uma forte ação de cooperação com a GNR [Guarda Nacional Republicana]. No fundo, a cooperação técnico-policial com Portugal vai bem e trabalhamos sempre para melhorar, obviamente”, acrescentou o governante.

Além da primeira equipa de deteção e desativação de engenhos explosivos, a formação da PSP envolve neste momento outras duas áreas, de comandos e chefias (25 formandos) e de policiamento de proximidade (abrangendo toda a estrutura da polícia cabo-verdiana).

“É uma cooperação muito dinâmica, muito ativa, que já tem muitos anos e que este ano sofreu um aumento substancial”, afirmou, na mesma cerimónia, a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva.

Além destas ações, a polícia cabo-verdiana conta atualmente com 18 elementos em formação no Instituto Superior de Polícia, em Portugal.

“São eles que irão assegurar o futuro comando da Polícia Nacional de Cabo Verde, o que é um contributo muito importante”, concluiu a embaixadora portuguesa.

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