“Os sobrevoos na FIR Oceânica do Sal em 2018 totalizaram 51.694 movimentos, sendo este o maior número de movimentos desde que se tem registo, com um crescimento de 14% em relação a 2017, beneficiando da conjuntura económica favorável que potencia a utilização do espaço aéreo de Cabo Verde pelas companhias aéreas nas suas rotas”, lê-se no relatório de 2018 de ASA, a que a Lusa teve hoje acesso.

A FIR (região de informação de voo) corresponde a um espaço aéreo delimitado verticalmente a partir do nível médio do mar, sendo a do Sal — que existe desde 1980 – limitada lateralmente pelas de Dakar (Senegal), Canárias (Espanha) e Santa Maria (Açores, Portugal).

A localização estratégica da FIR do Sal “coloca-a, pois, na encruzilhada dos maiores fluxos de tráfego aéreo entre Europa e a América do Sul e entre a África Ocidental e a América do Norte e Central e as Caraíbas”, refere a ASA.

Os rendimentos da ASA com o setor da navegação aérea cresceram 19% em 2018, face ao ano anterior, para 2.945 milhões de escudos (26,6 milhões de euros), o equivalente a 43% todas as receitas da empresa.

O Centro de Controlo Oceânico do Sal funciona no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, tendo sido inaugurado em 24 de junho de 2004.

Publicidade