Cabo Verde: Curta-metragem de Artemisa Ferreira premiada em mostra de cinema no Brasil

A realizadora Artemisa Ferreira viu a sua curta-metragem de ficção “Oji” ser distinguida com um prémio de melhor montagem na I Mostra Competitiva do Cinema Negro Adélia Sampaio, no Brasil.

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O filme, descrito pela jovem cineasta como “um trabalho que fala sobre uma das questões actuais que a cada dia vem se tornando num sério problema, a questão das redes sociais”, foi seleccionado entre os mais de 90 que responderam ao edital lançado no ano passado e premiado, dentre 71 concorrentes, na categoria “Melhor Montagem”.

“”Oji” ser premiado é muito gratificante, é um orgulho para equipa”, comenta Artemisa Ferreira que diz-se assim estimulada a trabalhar mais “para e nessa arte com que muito me identifico”.

Artemisa Ferreira, formada em Cinema e Televisão, lançou este que é o seu primeiro filme de ficção em Outubro de 2015, com o intuito de participar num festival dedicado a mini-filmes de apenas 1 minuto. A curta é uma critica social à falta de convívio e comunicação real, mostrando um casal que se ignora e à filha, presos aos ecrãs dos respectivos smartphones.

A Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia Sampaio decorreu em Brasília, integrada no I Encontro Internacional de Cineastas e Produtoras Negras, tendo por objectivo difundir as produções audiovisuais realizadas por mulheres negras e promover o intercâmbio entre realizadoras de países africanos e da diáspora negra.

Artemisa Ferreira é natural de Santiago, mestre em Realização para Cinema e Televisão pela Escola Superior Artística do Porto (Portugal) e também poeta. Tem também no seu portefólio cinematográfico o documentário “Identidade Repartida” (de 2013), que aborda a problemática dos jovens filhos de cabo-verdianos nascidos na diáspora, particularmente em Portugal e, por concluir um documentário sobre a tabanca.

Sobre fazer filmes em Cabo Verde, diz: “Cabo Verde dá-nos todas as condições históricas para fazermos bons trabalhos cinematográficos, mas falta quem possa ajudar a perceber isso. O cinema aqui está a dar seus primeiros passos. Talvez devia estar melhor mas, infelizmente, temos o que temos. O meu compromisso é continuar a dar o meu contributo”.

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