De acordo com os indicadores do mercado de trabalho, em 2017, a população desempregada em Cabo Verde estava estimada em 28.424 pessoas, tendo registado um decréscimo de 23,1%, ou seja, menos 8.531 pessoas relativamente a 2016, ano em que a taxa de desemprego atingiu os 15%.

Entre os homens, a taxa de desemprego diminuiu de 12,9% em 2016 para 11,8% em 2017, enquanto entre as mulheres caiu de 17,4% para 12,8%.

Os grupos etários com maior taxa de desemprego são os dos jovens de 15-24 anos com 32,4% e 25-34 com 12,9%.

No meio urbano, a taxa de desemprego foi de 13,4% (16,9% em 2016) e no meio rural de 8,8% (10,3% em 2016).

Os concelhos de Santa Catarina e da Praia, na ilha de Santiago, apresentaram as maiores taxas de desemprego (16,9% e 16,2%, respetivamente), enquanto o concelho do Tarrafal, na ilha de São Nicolau, apresentou a mais baixa (4,3%).

A população cabo-verdiana desempregada era, em 2017, na grande maioria do sexo masculino (53,6%) contra 46,4% do sexo feminino. Em 2016, as mulheres tinham maior peso no desemprego (53,7%).

A idade média dos desempregados era de 30 anos nos homens e 29 anos nas mulheres.

A taxa de alfabetização dos desempregados atingia os 97,9%, apresentando em média 8,5 anos de escolaridade.

A grande maioria dos desempregados, já tinha trabalhado (74,3%) e 25,7% estava à procura do primeiro emprego.

Os mesmos dados apontam, por outro lado, uma diminuição de 2,8% no número de empregados, estimados em 203.775 pessoas, e um aumento em 19.690 do número de inativos, o que colocou a taxa de inatividade no país nos 40,8% da população (160.157 pessoas).

As estatísticas consideram como desempregados os indivíduos de 15 anos ou maiores que não tenham trabalhado pelo menos uma hora na semana do inquérito, tenham estado disponíveis para trabalhar na semana anterior ao inquérito ou tenham procurado trabalho nas quatro semanas anteriores ao inquérito.

A taxa de subemprego (pessoas que trabalharam menos de 35 horas na semana do inquérito) situou-se nos 16% (menos 3,4 pontos percentuais que em 2016), com maior incidência no meio rural (28,8%) e entre as mulheres (16,8%).

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