“A cooperação traduziu-se na realização de 130 ações em 2018, 72% das quais com o universo da lusofonia, em parceria com 35 instituições”, refere o documento.

Segundo o Banco de Portugal, as atividades de cooperação, desenvolvidas com recursos técnicos e financeiros internos, são um serviço “orientado para a capacitação dos seus homólogos de países emergentes e em desenvolvimento”.

A maior parte das ações (93) envolveram países de língua portuguesa, com Cabo Verde a destacar-se com 27 iniciativas, o Brasil com 10, Moçambique e São Tomé e Príncipe com 9, Angola com 5, Marrocos, 4 e China e Timor-Leste com três cada.

No âmbito da colaboração com Cabo Verde, o Banco de Portugal enviou especialistas que colaboraram no desenvolvimento e implementação de um sistema integrado para a gestão das atividades nas áreas de política monetária e mercados monetários, entre outras ações.

Os temas mais abordados nas atividades de cooperação foram o da supervisão e estabilidade financeira (22) e estatística (20).

O Banco de Portugal tem também acompanhado os desenvolvimentos em matéria de inovação e tecnologia financeira (‘fintech’), a par da cibersegurança, destacando neste âmbito o trabalho desenvolvido com o Banco Central do Brasil que incluiu várias ações de assistência técnica e a participação num seminário internacional dedicado ao tema, além da participação num seminário sobre cibersegurança promovido pelo Bank Al-Maghrib.

Foram assinados ainda dois novos acordos de cooperação técnica com instituições congéneres: a Autoridade Monetária de Macau e o Bank Al- Maghrib (Banco Central de Marrocos).

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