A Fundação Amílcar Cabral apresentou hoje, na Cidade da Praia, o livro “A luta criou raízes”, um conjunto de textos e intervenções do fundador da nacionalidade cabo-verdiana, para enriquecer o acervo de conhecimento e pesquisa.

A apresentadora da obra, Fátima Fernandes, adiantou à imprensa que a organização e a escolha dos textos foram feitas pelos combatentes da liberdade da pátria Luís Fonseca e Olívio Pires, que, segundo ela, têm uma visão aproximada daquilo foram os 10 anos que antecederam a morte de Amílcar Cabral.

“Esta obra vem para enriquecer os acervos que temos disponível em termos de intervenções, entrevistas, artigos e reflexões de Cabral, traz alguns inéditos e tem a mais-valia de poder engrandecer em termos de conhecimento e pesquisa sobre o período que vai de 1964 a 1972”, esclareceu.

Acrescentou que se trata de um livro que compila vários trabalhos reunidos por dois ex-combatentes da liberdade da pátria que organizaram em jeito de informação para o público temáticas diversas em torno da luta de libertação nacional.

Para Fátima Fernandes, conhecendo as características de Amílcar Cabral e a profundidade do seu conhecimento e forma de actuação, esta obra pode trazer vários contributos, com o destaque para uma análise criteriosa e atenta daquilo que passava em Cabo Verde, na Guiné-Bissau em todo o mundo.

“Podemos ter uma visão bastante esclarecedora daquilo que foi a acção de Amílcar Cabral, nomeadamente as suas várias intervenções, os apelos, as criticas ao regime e a forma como foi orientando a luta contra a vigência do colonialismo em África”, apontou Fátima Fernandes.

Em relação ao nome da obra, “A luta criou raízes”, Fátima Fernandes esclareceu que se trata de um título de um dos textos mais “expressivos” relativamente a forma como Amílcar Cabral incentivava uma vivência muito completa da luta, dando sempre uma ideia de esperança.

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