O Governo e o Banco Mundial formalizam hoje um acordo de crédito de 15 milhões de dólares destinado à criação do fundo de garantia parcial para financiamento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).

O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, que assinou o acordo com a directora do Banco Mundial por Cabo Verde, Louis Cord, garantiu que o prazo limite que estabeleceu à sua equipa é para que até Abril “todas as pessoas em todas as ilhas” do país tenham acesso mais facilitado ao financiamento.

Um dos principais constrangimentos do sector privado constatado nos relatórios, segundo a mesma fonte, é o acesso ao financiamento.

Pensando na resolução desta questão, o ministro reiterou que o Governo “não tem dinheiro para dar a ninguém”, mas “tem obrigação de incentivar e de criar as condições” para que todos que queiram empreender, possam fazê-lo e reembolsar o financiamento, garantindo a auto-sustentabilidade do fundo.

Esta linha de financiamento,  indicou, vai melhorar o acesso ao financiamento às MPME, nas componentes de fundo de garantia parcial para fortalecer o financiamento das mesmas em cerca de 15 milhões de dólares, assistência técnica, melhoria do sistema de informações de crédito e suporte para a implementação do projecto.

“O que é importante é que todos nós tenhamos responsabilidade na sua utilização, façamos o melhor uso para gerarmos mais emprego, mais rendimento, criar um espaço de inovação”, precisou o governante.

“Podemos exportar e podemos gerar empregos de qualidade a montante e a jusante dos sectores que são portadores de futuro para Cabo Verde”, ajuntou, apontando os sectores do turismo, telecomunicações, financeiro, economia do mar, sector comercial e industrial.

Olavo Correia informou ainda que o Governo já traçou todas as condições para que os MPME possam aceder a essa linha, mas que as informações serão “brevemente comunicadas”, uma vez que o Governo não vai participar na análise de risco dos projectos, cabendo aos bancos tal avaliação.

Entretanto, assegurou que depois da avaliação do risco, o Estado intervirá somente para comprar uma parte do risco do projecto e assim facilitar o acesso ao financiamento, quer garantido o montante, como também aliviando a taxa de juro.

Uma vez que a economia cabo-verdiana não se faz só com as MPME, informou que o Governo negociou com a Afreximbank um pacote de 500 milhões de euros para apoiar as “grandes empresas”.

Por sua vez, a directora do Banco Mundial por Cabo Verde, Louis Cord, assegurou que este financiamento vai contribuir para expandir os serviços financeiros e completar outros esforços que o Governo tem feito para apoiar o desenvolvimento do sector privado, melhorando a qualidade do clima de negócios e de investimentos no país.

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