A Embaixada do Grão-Ducado de Luxemburgo vai financiar a reabilitação de uma centena de escolas do ensino básico no país, no montante de 3.100 milhões de euros, tendo hoje inaugurado a primeira escola beneficiada, informou a encarregada de negócios.

A escola Básica de Pensamento, na Cidade da Praia, foi a primeira a ser entregue aos alunos depois de ter passado por obras de reabilitação das casas de banho, cozinha e despensa, construção de lavatório para a lavagem das mãos, bem como implementação de um sistema de reaproveitamento das águas, no quadro do programa de apoio ao sector de água e saneamento, cujo objectivo é a melhoria das condições de acesso a água e saneamento nas escolas.

A cerimónia de inauguração foi co-presidida pela ministra de Educação,  Maritza Rosabal, e pela encarregada de Negócios da Embaixada do Grão-ducado de Luxemburgo em Cabo Verde, Angéle da Cruz.

Segundo Angéle da Cruz trata-se de um direito de todos terem acesso à água e a casas de banho dignos, por isso o Luxemburgo tem vindo a trabalhar com o Governo no sentido de garantir que pelo menos 100 escolas primárias de Cabo Verde reúnam às condições necessárias.

“É um objectivo ambicioso, mas alcançável e tem custos, mais ainda tem maiores retornos em termos de saúde e educação. Uma maior igualdade de acesso de todas as meninas e meninos a casas de banho no seu dia-a-dia resultará numa comunidade escolar mais saudável e uma sociedade mais cívica”, assegurou.

A ministra de Educação,  Maritza Rosabal, explicou que a reabilitação dessas 100 escolas está integrada num projecto maior que é a reabilitação e requalificação de espaços escolares em todo o país.

“Nesta caminhada, temos um parceiro muito importante que é o Luxemburgo que vai contribuir com intervenções em 100 escolas do país, mas nós temos perto de 500 escolas no país. Já se realizaram até este momento intervenções em 77 escolas, portanto é uma caminhada”, disse.

Maritza Rosabal apelou a toda à comunidade educativa para conservarem o espaço educativo, ajudarem na conservação das salas e do espaço colectivo para que no próximo ano lectivo essas escolas não voltem a precisar de reabilitação.

Ainda mais do que conservar a escola, pediu ainda a toda a comunidade que conserve todas as obras em curso no bairro de Pensamento.

Para além de obras de melhoria na escola, a comunidade educativa foi contemplada com acções de informação, educação, e comunicação para a mudança de comportamento em água, saneamento e higiene.

De referir que este ano lectivo apenas 35 escolas vão ser reabilitadas depois do diagnóstico da situação de higiene e saneamento feito nas escolas da ilha de Santiago.

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