Os números foram hoje avançados, na cidade da Praia, pelo diretor-geral dos Desportos (DGD) cabo-verdiano, Anildo Santos, indicando ainda que os restantes elementos da comitiva serão dirigentes, treinadores, árbitros, agentes de saúde e um jornalista.

A chefe da missão cabo-verdiana será a técnica da DGD, Idalina Almeida, e o chefe da delegação será o atleta e treinador Dário Furtado.

Anildo Santos adiantou que Cabo Verde estará representado em todas as modalidades propostas pela comissão organizadora, nomeadamente atletismo (masculinos e femininos), atletismo para portadores de deficiência, basquetebol (femininos), futebol (masculinos), taekwondo (masculinos e femininos) e voleibol de praia (masculinos e femininos).

O orçamento da participação cabo-verdiana é de 17 milhões de escudos (154 mil euros), mas Anildo Santos avançou que o Governo já disponibilizou 1.380 mil escudos (12.500 euros) que será distribuído a todas as modalidades para a sua preparação.

O responsável governamental disse que o Governo de Cabo Verde faz uma “aposta muito forte” nos Jogos da CPLP, evento multidesportivo que o país organizou há dois anos e que tem catapultado “grandes atletas” para a alta competição.

“O objetivo destes jogos é a solidariedade, a cooperação e amizade entre os povos, principalmente os atletas e os agentes desportivos, mas sabemos que há países que fazem uma grande aposta, como o Brasil, Portugal, Moçambique e Angola, e nós também não podemos ficar atrás, sabendo que é uma faixa [etária] que temos de acarinhar”, salientou.

Os Jogos da CPLP são destinados a atletas de ambos os sexos dos sub-16, exceção para a natação e atletismo paralímpico, em que podem participar atletas dos sub-20.

Esta será a primeira vez que São Tomé Príncipe vai organizar o evento, após dez edições qu aconteceram em todos os outros países da comunidade lusófona, à exceção de Timor-Leste, que quer organizar em 2020, e Guiné Equatorial, que entrou para a CPLP há quatro anos.

Anildo Santos sublinhou as “dificuldades” de São Tomé e Príncipe, mas notou que o país está a fazer um “grande esforço” para realizar estes XI Jogos da CPLP.

O diretor-geral avançou que São Tomé e Príncipe solicitou apoio a Cabo Verde em basquetebol, e o selecionador cabo-verdiano da modalidade, Manuel Trovoada, vai formar agentes desportivos naquele país, onde também estará por altura dos jogos para apoiar na organização.

Em representação das modalidades, o presidente do Comité Paralímpico Cabo-verdiano (COPAC), Rodrigo Bejarano, salientou a importância do intercâmbio nos jogos, mas disse que outras das ambições é colocar os jovens atletas em condições de competir ao mais alto nível.

Os Jogos da CPLP são um evento multidesportivo cuja primeira edição foi realizada em 1992, em Lisboa, seguindo-se Bissau (1995), Maputo (1997), Praia (2002), Luanda (2005), Rio de Janeiro (2008), Maputo (2010), Mafra (2002), Luanda (2014) e Sal (2016).

Portugal foi o país mais medalhado na última edição, com 22 de ouro e oito de prata, seguido de Moçambique (15 de ouro, 11 de prata e oito de bronze), Angola (três de ouro, sete de prata e 15 de bronze) e Cabo Verde (três ouro, duas de prata e sete bronze).

São Tomé e Príncipe conquistou cinco medalhas de prata e duas de bronze e o Brasil ganhou uma de prata e outra de bronze, enquanto Timor-Leste não levou qualquer medalha nos jogos com cerca de cerca de 500 atletas, mas sem a presença da Guiné-Bissau e de Guiné Equatorial.

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