A nova presidente da Associação dos Jovens Empresários de Cabo Verde (AJEC) traçou como desafio advogar para a melhoria do ambiente de negócio, a profissionalização das associações empresarias e a mobilização dos jovens em todos os municípios.

Elisabeth Gonçalves fez esta afirmação durante a sua intervenção na cerimónia de posse da nova direcção da associação, presidida pelo secretário do Estado para Inovação e Formação Profissional, Pedro Lopes, e encerrado pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

A nova presidente, que vai ter dois anos de trabalho, reconheceu que as direcções cessantes “trabalharam muito”, mas que ainda há “muitos desafios sérios”, que não serão resolvidos “num curto prazo do tempo”, mas que carecem de engajamento do Governo, das câmaras municipais e dos parceiros nacionais e internacionais, para os resolver.

Para Elisabeth Gonçalves, o sector privado e a economia cabo-verdiana pedem “acção corajosa e rápida”, por isso, assegurou, a AJEC vai agir não só para a ajudar os jovens empresários a se capacitarem cada vez mais e a se firmarem no mercado, mas também para lançar novas bases para o seu crescimento.

“Vamos advogar para a melhoria do ambiente do negócio em Cabo Verde que seja a nível local, nacional e internacional (…), promover a profissionalização das associações empresárias, porque acho que chegou o tempo de termos confederações empresarias e mobilizar os jovens de todos os municípios, isso é um dos grandes desafios”, apontou.

Apoiar a capacitação dos jovens, apostando no desenvolvimento pessoal e no reforço das suas capacidades, apostar na divulgarão das oportunidades de negócios que existem no país, promover intercâmbios entre associações nacionais e internacionais e procurar novas fontes alternativas de financiamento são outros desafios da AJEC.

Apontou ainda como desafio, promover a inovação e a capacitação, trabalhar para a internacionalização e contribuir para o fortalecimento e crescimento nacional.

Por sua vez, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reiterou a disponibilidade do Governo em dialogar com a AJEC, mas, mais do que isso, defendeu que precisam de “parcerias e de comprometimento”, para que possam fazer com que esse espírito de parceria seja cada vez mais concretizado, mas com exigência de ambos os lados.

“Da parte do Governo, podem contar com todo o nosso empenho na melhoria do ambiente do negócio, no aumento do potencial de economia, ancorados hoje ao turismo (…)”, afirmou.

O chefe do executivo falou ainda de algumas áreas que estão a se despoletar no país e que os jovens podem aproveitar para aumentar o seu negócio, como é o caso do negócio de aviação civil (…), o hub aéreo na Ilha do Sal, o sector da economia marítima, o da indústria, inovação de tecnologia e informação e de comunicação.

Ulisses Correia e Silva parabenizou os jovens por estarem “conscientes e com atitude positiva” de que o futuro não é ficar à espera da Função Pública, e encorajou-os a continuarem a ser “determinantes, persistentes, com vontade de remover obstáculos, de vencer e de ter sucesso”.

Na hora do adeus, o presidente cessante da AJEC, Paulo Cabral, disse que a nova presidente vai encontrar uma base de trabalho estabelecida, um novo espaço físico,  remobilização da associação, mais recursos humanos e financeiros para fazer aquilo que entender que são as prioridades.

Associação dos Jovens Empresários de Cabo Verde (AJEC),  criada em 2009, trabalha em rede com mais de 133 países e congrega 170 membros de diversas ilhas.

Publicidade