O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia fez saber hoje que parte da infra-estrutura do Projecto da Zona Económica Especial de Tecnologia estará fechada em 2020.

O governante fez essas considerações em declarações à imprensa após presidir, na Cidade da Praia, o workshop “Promovendo a 5ª Geração de Comunicações Móveis em Cabo Verde” organizado pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), em parceria com a multinacional Huawei.

“Vamos agora no quadro do Orçamento do Estado para 2020 começar a criar as condições”, disse o ministro, afirmando que “o projecto está em curso” e que “ficará fechado em 2020, toda a parte da infra-estrutura”.

A seguir, disse, vai-se trabalhar numa agenda com uma equipa técnica dedicada para que se possa atrair grandes empresas tecnológicas, por um lado, mas também criar, por outro, um ecossistema para que as start-ups e jovens cabo-verdianos possam ter oportunidades de financiamento, apoio empresarial, comissão de espaço, acesso mais barato à internet, para que também possam inovar e criar soluções para servir melhor Cabo Verde.

“Nós temos o parque tecnológico aqui na Praia e em São Vicente, que vai começar, e vamos criar as condições para que possamos atrair empresas de grande porte tecnológico e permitir que os jovens cabo-verdianos tenham acesso a novas oportunidades”, reforçou.

A obrigação do governo, afirmou Olavo Correia, é de criar oportunidades para que os jovens tenham novas oportunidades de emprego e de rendimento qualificado e bem remunerado, nas tecnologias, no sistema financeiro, nos transportes aéreos, nos transportes marítimos e na plataforma industrial e comercial para que o país tenha uma economia diversificada, mas criadora, permanentemente de novas oportunidades.

“O Estado cria oportunidades, facilita, mas é cada um de nós, com o suor do seu esforço, com o seu trabalho e sua educação, com a sua qualificação própria profissional, com o seu engajamento e com o seu esforço quotidiano é que vai mudar a sua vida e a vida do nosso país”, reforçou.

Mais à diante, o ministro das Finanças alertou que Cabo Verde deve ter qualidade porque o mundo é competitivo a nível global “e se o país não tiver qualidade não poderá vender”.

“Temos de ter qualidade. Tendo qualidade está tudo à nossa disposição para sermos, milionários, multimilionários, para fazermos de nós cidadãos melhores, mas também para fazermos do nosso país um país melhor”, enfatizou.

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