O vice-primeiro-ministro defendeu hoje que o poder local não pode ser um poder que se ocupe apenas do lixo, saneamento e urbanismo, mas que tem de se preocupar com o desenvolvimento municipal e regional.

Olavo Correia presidia, na cidade de Igreja, Mosteiros, a segunda conferência dos municípios geminados com Mosteiros, cujo tema foi “As parcerias enquanto motor de desenvolvimento dos territórios”.

Explicou, na ocasião, que as autarquias não podem se ocupar apenas dessas áreas porque o cidadão precisa de educação, saneamento, urbanismo, promoção empresarial e social, de entre outras, sublinhando que quem tem poderes para servir os cidadãos tem de servir em toda a plenitude, não pode  haver diminuição do poder.

Para Olavo Correia, o percurso do poder autárquico em Cabo Verde é de sucesso e ninguém pode pôr em causa a sua importância, salientando que este é um ganho de todos e que dá a base para se poder construir um poder autárquico ainda mais ao serviço das pessoas.

“Não há espaço para competição e nem para perca de tempo com questões que não tem a ver com serviço aos cidadãos”, declarou o vice-primeiro-ministro, indicando que o compromisso do Governo é estar junto das autarquias para proporcionar uma vida melhor aos cidadãos.

“O poder é importante, mas é preciso ter um quadro regulatório de confiança entre os atores, que é o elemento essencial”, disse na sua intervenção, acrescentando que “se não houver confiança nada terá qualidade e excelência”, exortando por isso para a construção de um clima de confiança, compromisso e engajamento para servir melhor as ilhas e o país, tendo foco nos cidadãos.

O também ministro das Finanças disse que o poder deve ser visto como uma oportunidade para servir e não para exibir os títulos, complicar a vida aos cidadãos ou para não incentivar os talentos.

Considerou que é preciso trabalhar para ter um poder local competente, confiável, com capacidade para ser um agente promotor do desenvolvimento e, sobretudo, um agente incentivador dos talentos que são aqueles que promovem o desenvolvimento e fazem o país avançar.

Olavo Correia, que se mostrou disponível para voltar aos Mosteiros para retomar o debate, quer sobre a descentralização, quer sobre o planeamento estratégico e para discutir o futuro e como mobilizar talentos, já que estava pressionado pelo tempo, disse que a discussão é “muito importante” porque é no confronto de ideias, opiniões, sugestões e abordagens que se consegue construir um caminho melhor para o futuro.

O objetivo da segunda conferencia dos municípios geminados com Mosteiros, segundo Fábio Vieira, foi de promover um “debate claro e aprofundado” entre os principais actores de desenvolvimento do município, nomeadamente as câmaras com as quais Mosteiros tem acordos de cooperação e geminação, mas também com todos os parceiros de desenvolvimento.

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