“Nós estamos a falar de montantes muito elevados: 7,2 milhões de euros. Esperamos que, de facto, possamos ter as contribuições necessárias para operacionalizar o programa”, disse o chefe do Governo, que falava, na cidade da Praia, durante uma reunião temática sobre o Programa Nacional Integrado de Luta Contra Drogas e Crimes Conexos (PNLCDCC 2018-2023).

Com apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime para a África Ocidental (ONUDC), o programa cabo-verdiano tem alguns objetivos e metas que o país pretende alcançar nos próximos anos, entre elas a redução da prevalência de substâncias psicoativas de 7,6% para 6,8%.

Também pretende diminuir a prevalência do consumo de álcool na população de 63,5% para 61,8% e reduzir a criminalidade em 50% até 2021.

Para o primeiro-ministro, o programa é multissetorial e com múltiplos atores, considerando que isso impõe muita disponibilidade, coordenação, complementaridade e sinergia entre as instituições de saúde pública, de justiça criminal, de segurança, de inspeção económica, supervisão financeira e de inclusão social, dos municípios, das ONG, do sistema educativo, das igrejas e da comunicação social e famílias.

Ulisses Correia e Silva disse esperar que da reunião temática saiam resultados que permitam reforçar o combate às drogas ilícitas e álcool, tanto na componente do seu consumo excessivo, como na produção e venda desregrada.

Para a representante do regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC), Chantal Lacroix, o programa de Cabo Verde representa uma resposta aos desafios atuais prioritários e uma “contribuição substancial” para a promoção da saúde e bem-estar, paz e justiça.

A responsável sublinhou os “importantes avanços” conseguidos por Cabo Verde no combate ao crime organizado transnacional, através do reforço das capacidades dos serviços de aplicação da lei, do quadro legal e da cooperação judiciária internacional.

“Isto tem sido feito com apoio das Nações Unidas e de toda a comunidade internacional”, realçou, citada pela Inforpress, aconselhando, por outro lado, o executivo a reforçar os seus esforços, com uma abordagem integrada para consolidar os ganhos conseguidos.

Chantal Lacroix aproveitou para apelar os parceiros e toda a comunidade internacional a contribuírem para a implementação do programa.

“A implementação desse programa nacional nos diz respeito a todos. É um contributo crucial para a prevenção do uso de drogas e combate a crimes associados não só em Cabo Verde, mas também na África Ocidental e no resto do mundo”, referiu.

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