“Está em curso a elaboração de um plano de segurança turística, que não é apenas a segurança dos turistas, mas dos locais de atração turística frequentados por pessoas que vêm e vão com muita frequência e que têm impacto naqueles que lá residem. Estamos a falar particularmente do Sal e da Boavista”, disse Paulo Rocha.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem da inauguração das novas instalações da Polícia Nacional, no bairro do Palmarejo.

O novo edifício irá concentrar vários serviços da Polícia Nacional, incluindo a esquadra do Palmarejo, e da Direção de Estrangeiros e Fronteiras, que se encontravam distribuídos por vários edifícios da cidade da Praia.

Roubos à mão armada e agressões a turistas e assaltos a casas e hotéis nas ilhas mais turísticas do país – Sal e Boavista – têm marcado a atualidade cabo-verdiana, com a imprensa local a fazer eco das preocupações dos operadores de turismo perante o que consideram uma escalada da insegurança.

Um dos casos mais recentes ocorreu no início de abril quando um grupo de turistas checos foi assaltado à mão armada na ilha do Sal.

Sem avançar grandes detalhes sobre o plano, Paulo Rocha adiantou que irá centrar-se na prevenção, através de mais patrulhamento nos locais turísticos, mas também no reforço dos efetivos policiais para as duas ilhas.

Paulo Rocha assinalou que a polícia foi já equipada com novas viaturas e que o reforço de efetivos está em curso.

“Os pontos de atração turística também atraem o crime e a polícia tem de estar num processo contínuo de adaptação e num esforço de prevenção para que, onde não conseguirmos com a prevenção, estarmos aptos a reprimir”, disse Paulo Rocha.

O ministro sublinhou também que o programa de videovigilância “Cidade Segura” irá abranger as cidades do Sal e Boavista.

“Agora precisamos reforçar a estratégia e um conjunto de medidas operacionais”, disse Paulo Rocha.

A segurança turística foi um dos temas centrais da reunião do Conselho da República, realizada no início de abril, com este órgão de aconselhamento do Presidente da República a recomendar “atenção particular” à segurança ligada ao turismo, aos portos, aeroportos e outros “pontos sensíveis” do arquipélago.

No âmbito do debate sobre a insegurança na ilha do Sal, o comandante Regional da Polícia Nacional foi suspenso por ter criticado o sistema judicial e a legislação cabo-verdiana, sugerindo a liberalização do uso de armas pelos cidadãos para que possam defender-se.

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