A informação consta de uma nota divulgada pelo Ministério da Saúde, citando o titular daquela pasta, Arlindo do Rosário, que explicou tratar-se de uma legislação pró-ativa, ao apontar o que é “necessário ser feito”: “Para que possamos ter todas as condições reunidas para a realização do transplante em Cabo Verde”.

Na fase inicial, ainda de acordo com a mesma informação, o processo de transplante poderá ser feito em Portugal, antes da realização das primeiras intervenções cirúrgicas em Cabo Verde.

“A cooperação com Portugal para este desiderato está bem avançada, e para breve será concluída com possibilidades de Cabo Verde vir a integrar à rede de doadores a nível da União Europeia, o que aumentará as chances de se encontrar órgãos compatíveis para o transplante”, refere Arlindo do Rosário, citado na mesma nota.

Os hospitais Agostinho Neto, em Cabo Verde, e Santa Maria, em Portugal, assinaram em 2015 um protocolo de cooperação no qual se previa a criação de um programa de transplantação renal no arquipélago, intenção que não saiu do papel.

Anualmente, Cabo Verde envia para Portugal mais de meia centena de doentes renais, para tratamento ao abrigo de acordos com as autoridades portuguesas.

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