Mais de 97 mil eleitores estão recenseados para votar nestas eleições, às quais concorrem cinco partidos, uma coligação e um movimento, segundo o Tribunal Constitucional (TC): Ação Democrática Independente (ADI, no poder), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD, principal partido da oposição), Partido de Todos os Santomenses (PTOS), Partido Força do Povo (PFP), Movimento Social Democrata-Partido os Verdes (MSD-PV), e o Movimento Cidadão Independentes.

A coligação é composta pelos Partido da Convergência Democrática (PCD), Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM, que já elegeu o Presidente Fradique de Menezes) e a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD).

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional são-tomense (CEN), Adelino Pereira, a campanha eleitoral arrancou às 00:00 de hoje e decorre até 05 de outubro.

A ADI abrirá a sua campanha hoje à tarde com um comício-festival no recinto em frente ao Estádio Nacional 12 de Julho, em São Tomé, onde já montou as infraestruturas necessárias, com um gigantesco cartaz dominado pela figura do primeiro-ministro, Patrice Trovoada, líder deste partido.

O comício será animado com a presença de vários cantores angolanos, cabo-verdianos e são-tomenses.

Os outros partidos e movimentos ainda não divulgaram a agenda eleitoral para este sábado.

A imagem de Patrice Trovoada vai, mais uma vez, dominar os ‘slogans’, camisolas e cartazes das campanhas da ADI, cujo Governo foi o primeiro a concluir o mandato desde as primeiras eleições realizadas em 1991, quando o PCD ganhou com maioria absoluta.

Em São Tomé espera-se uma campanha bastante disputada, desenrolando-se na ótica de todos contra um, ou seja, o bloco da oposição contra a ADI e particularmente o seu líder, Patrice Trovoada.

Na Região Autónoma do Príncipe, três candidatos concorrem ao cargo de presidente do governo regional: José Cassandra, Nestor Umbelina e o piloto aviador Luís Prazeres, conhecido como “Capala”.

José Cassandra, que concorre ao quarto mandado, tem o apoio da União para Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP) e também da coligação PCD- MDFM-UDD. Para a reeleição, tem de garantir pelo menos quatro dos sete deputados da assembleia regional.

Nestor Umbelina, um dissidente da UMPP, tem o apoio do recém-criado Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP), enquanto Luís Prazeres concorre apoiado pelo MLSTP-PSD.

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