“O cancro do colo de útero é o mais mortífero, com uma incidência de 4.300 casos registados e cerca de 3.000 óbitos, porque as mulheres chegam [às unidades de saúde] num estado avançado da doença”, disse Cesaltina Lorenzoni, chefe do Programa Nacional do Cancro em Moçambique.

Cesaltina Lorenzoni falava em Maputo, numa conferência de imprensa de lançamento da campanha nacional de rastreio e sensibilização sobre o cancro.

O fator de risco para o cancro de colo de útero é a infeção pelo Vírus do Papiloma Humano, que está ligado a relações sexuais desprotegidas, referiu a especialista.

Uma das respostas do Governo consiste na formação de três cirurgiões oncológicos, que já está em curso.

Os dados recolhidos a cada cinco anos indicam que no ano de 2018 houve 25.000 casos detetados de cancro, contra 23.000 em 2013.

Os fatores de risco gerais são o consumo de álcool, sedentarismo e tabagismo.

O cancro da pele é o mais frequente em Moçambique, com uma incidência de 25%, seguido do cancro de colo de útero e o cancro da mama.

No que respeita à faixa etária mais jovem, os cancros mais frequentes nas crianças são os associados ao sangue.

Cesaltina Lorenzoni anunciou hoje que o Ministério da Saúde vai realizar campanhas de sensibilização em todas as 11 provinciais de Moçambique, massificar o rastreio e lançar um plano nacional de combate ao cancro (2019-2029), a par de um projeto de intervenções por radioterapia.

A campanha é uma atividade contínua, mas intensificada em fevereiro por ser um mês associado à luta contra o cancro, concluiu.

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