De acordo com a pasta do Turismo, as cidades de Olinda e Recife, ambas no estado de Pernambuco, e Salvador, na Bahia, receberam no carnaval deste ano 22,1 milhões de pessoas, o maior número até então registado.

Em Recife, capital pernambucana, dois milhões de foliões aproveitaram o carnaval, 400 mil a mais do que em 2019. Já em Olinda, o número foi de 3,6 milhões, com um aumento de 200 mil pessoas em relação ao ano anterior. Desse total, quase metade (1,5 milhões) vieram de outros estados e 400 mil de outros países.

A taxa de ocupação hoteleira registou uma média de 98%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) de Pernambuco.

Por sua vez, Salvador recebeu uma média de 16,5 milhões de foliões. Desse total, 854 mil eram de outros estados brasileiros, e 86 mil eram turistas estrangeiros provenientes, na sua maioria, da Argentina, França, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Inglaterra.

De acordo com o governo estadual da Bahia, a receita turística estimada no período carnavalesco é de 2,5 mil milhões de reais (cerca de 510 milhões de euros).

Informações prévias divulgadas pela prefeitura do Rio de Janeiro, cujo carnaval é considerado a maior festa a céu aberto do mundo, dão conta de que mais de 6,4 milhões de foliões aproveitaram os blocos e os desfiles das escolas de samba na capital fluminense, entre os dias 21 e 26 de fevereiro.

Bloco de carnaval é o termo genérico usado para definir diversos tipos de manifestações carnavalescas populares, composto por grupos de pessoas que desfilam, de forma organizada, com ocupação e impacto no espaço público.

“A cada ano que passa temos mais pessoas a aproveitar essa festa tão popular e democrática e que está completamente ligada ao Turismo. São brasileiros de norte ao sul do país que se divertem e movimentam o nosso setor, criando emprego e rendimentos para milhares de pessoas”, afirmou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Em relação a São Paulo, região onde era esperada a maior enchente de público em todo o país, com 15 milhões de pessoas aguardadas durante os dias de folia, ainda não foram divulgados os dados oficiais.

Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Brasil, a festa popular movimentou oito mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros) na economia do país. O valor representa um aumento de 80 milhões de reais (17 milhões de euros) em relação ao ano passado, e a maior quantia desde 2015.

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