A China está determinada em liderar na implementação dos carros elétricos nas suas cidades e tem bons motivos para isso, já que a poluição (e consequente má qualidade do ar) produzida pelos tubos de escape dos automóveis a combustão é um dos problemas mais graves nas zonas urbanas.

Nesse contexto, a marca Great Wall Motors vai disponibilizar no mercado chinês de carros elétricos o seu pequeno citadino já sob a submarca ORA. O ORA R1 é um carro elétrico pequeno e simples, com uma garantia longa e números impressionantes. Se por um lado anuncia 312 km de autonomia (o que, para um veículo tão pequeno, é obra), graças ao apoio governamental tem um preço base de cerca de 7.600 euros. Deve chegar aos primeiros clientes nos próximos meses.

Enquanto marcas inovadoras na área como a Tesla apostam nos elétricos premium, topo de gama, a China aposta nos segmentos mais baixos com maior potencial de vendas em números, com vários subsídios a incentivar a opção por veículos sem emissões diretas de CO2 para a atmosfera.

De acordo com a Forbes, o apoio estatal para a compra de um veículo elétrico com autonomia razoável pode chegar aos 8.800 euros, divididos entre apoio do governo central e programas locais. De um lado, há uma necessidade claro já que o existe demasiada população concentrada nas cidades e a poluição no ar mata milhares por ano, por outro a China consegue assim posicionar-se cada vez melhor na onda de carros elétricos que começa a tornar-se consistente e global.

E o que vale o ORA R1?

É um pequeno citadino de quatro portas muito parecido com o Smart Fortwo ou Renault Twingo, com um motor modesto de 47 cavalos que atinge velocidades máximas de 100 km/h. A bateria de 35 kWh consegue os tais 312 km de autonomia anunciada no ciclo NEDC. O preço agressivo é o seu ponto mais favorável, mas vem também com garantia de três anos ou 120 mil quilómetros para o carro inteiro, e oito anos ou 150 mil km para os componentes principais.

Algumas das poupanças conseguidas que permitem um valor baixo para o veículo incluem o modelo de venda, que elimina por completo os concessionários da cadeira de venda, substituindo-o por “uma rede chamada ORA Home, com centros de experiências automóveis colocados no meio das zonas de escritórios das cidades chinesas”, indica à Forbes o vice-presidente da Great Wall, Ning Shuyong.

A empresa para já vai disponibilizar o modelo apenas no mercado chinês, mas admitiu interesse em chegar ao mercado global nos próximos tempos.

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