O disco, cujo título significa “coragem” em português, tem o lançamento adiado há mais de um ano, devido a problemas financeiros. “A crise económica que vivíamos e agora a pandemia da Covid-19, têm sido um empecilho muito grande à produção do CD”, lamentou.

Oito anos depois de “Hima”, o novo CD tem dez temas, cantados em kimbundu, nos estilos rumba, semba e bolero. A maioria deles retratam o quotidiano angolano, o “cartão de visita” oficial do cantor que procura sempre apresentar estilos musicais com características muito próprias.

O cantor garantiu, ontem, que a ideia é apresentar um disco moderno focado nos aspectos da cultura nacional. “Tem um tema dedicado ao meu falecido irmão e conselheiro, Mano João”, disse, acrescentando que “Kolokota” conta com as participações de Proletário e do instrumentista Paulo Paca.

O disco está a ser produzido no país. “O acabamento vai ser em Portugal, mas depende muito da evolução da pandemia. O confinamento social obrigou todos a cancelarem grande parte das actividades”, adiantou.

Paulino António Domingos nasceu em Malanje, na comuna do Quela, em 1954. Iniciou a carreira artística em 1971, quando foi convidado a participar numa das edições dos “Kutonocas”, onde gravou também o primeiro single, que incluía os temas “Joana” e “Balabina”.

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