“Camaradas, veja-se esse escândalo do Berardo e da sua desfaçatez, que mais não é do que a ponta do icebergue que esconde esse problema maior que mina a sociedade portuguesa e tem origem na promiscuidade entre poder político e poder económico, com o que significa de lastro para a corrupção e justificação para drenar milhares de milhões para a banca e seus negócios obscuros”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista discursava perante uma plateia de mulheres num jantar de campanha eleitoral europeia, que juntou mais de 400 pessoas nos dois salões da Casa do Alentejo em Lisboa.

“Ouvimos muito falar em transparência. Andam aí a duvidar dos políticos e dos partidos. Se esses senhores da transparência estão tão empenhados, procurem aprofundar estes mecanismos, este negócio de milhares de milhões que são roubados ao nosso país e a outros, e travar esta corrupção e confusão entre poder político e poder económico. Querem transparência, combate à fraude e evasão fiscais, então vão lá ao sítio saber como isso se contraria, como se vence”, afirmou.

O empresário madeirense Joe Berardo esteve recentemente numa audição na comissão parlamentar de inquérito sobre a recapitalização e gestão da Caixa-Geral de Depósitos, onde afirmou, entre outras coisas, que pessoalmente não devia nada, embora haja dados que estimam um valor em falta a diversas entidades bancárias por parte do também comendador a rondar os mil milhões de euros.

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