O objetivo é impedir que as mudanças defendidas pelo Governo brasileiro como, por exemplo, o aumento no tempo de contribuição e a implantação de uma idade mínima para os trabalhadores obterem pensões por reforma sejam aprovadas no Congresso.

O Governo brasileiro enviou um projeto em fevereiro que está a ser analisado na Câmara dos Deputados para alterar o sistema de pensões alegando que o país precisa controlar o défice crescente que prejudica as contas públicas e estaria levando o país em direção a um colapso fiscal.

Já os trabalhadores organizados reclamam que as propostas não foram debatidas com a sociedade e irão afetar a parcela mais pobre da população, tirando direito de milhares de pessoas de terem pensões por reforma na velhice.

A paralisação planeada para sexta-feira tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e CSP-Conlutas.

Também aderiram aos atos grupos organizados de trabalhadores dos setores dos transportes, bancos, educação, indústria do petróleo, portuários, trabalhadores rurais, agricultores familiares e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A greve contará ainda com o apoio dos principais partidos de esquerda brasileiros como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista e Liberdade (Psol), Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O movimento grevista deverá afetar principalmente os serviços de transporte de metropolitanos, trem, autocarro, ensino e serviços bancários nas maiores cidades do país, segundo os organizadores.

As centrais sindicais que convocaram os atos afirmam que a greve geral poderá ter alcance igual ao de um protesto nacional ocorrido em 2017, que ficou conhecido como uma dos maiores da história do Brasil.

“É dia de ficar em casa, é dia de paralisação, é dia de mandar um recado ao governo de Jair Bolsonaro, não mexa nas nossas pensões por reforma”, frisou Vagner Freitas, presidente da CUT, num comunicado.

“Além de não apresentar ao país uma proposta de retomada do crescimento económico com geração de emprego e distribuição de renda, o governo Bolsonaro quer jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores e acabar com o direito à pensão por reforma de milhões de brasileiros”, concluiu.

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