O chefe do Governo eleito de Macau viajou hoje para Pequim para receber na quarta-feira o decreto de nomeação como novo líder do executivo do território e apresentar as suas ideias para os próximos cinco anos.

“Os dirigentes do país conhecem bem a situação de Macau e vão estar atentos à futura ação governativa, nomeadamente aos trabalhos a serem executados e aos assuntos considerados prioritários, em prol da manutenção da confiança dos cidadãos no novo Governo”, afirmou Ho Iat Seng, antes de embarcar para a capital do país, onde estará até quarta-feira, segundo um comunicado divulgado pelas autoridades do território.

“A habitação será o assunto principal e prioritário do novo Governo”, apontou, reiterando que vai avançar com a reforma da administração pública.

Numa alusão ao acontecimento de dia 02 de setembro que provocou a deslocação da polícia ao Instituto de Formação Turística (IFT) porque dois estudantes empunhavam cartazes de apoio às reivindicações pró-democracia em Hong Kong, Ho Iat Seng reiterou “que há uma boa implementação da Lei Básica em Macau e que o direito de reunião dos residentes é exercido de acordo com a Lei Básica, com a polícia a lidar, após avaliação, com as questões relacionadas com a ordem pública”.

“Se os residentes considerarem que os seus direitos estão a ser prejudicados, podem recorrer aos tribunais, além de terem o direito a expressar as suas próprias opiniões”, acrescentou.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau Ho Iat Seng foi eleito, do dia 25 de agosto, o chefe do executivo do território e vai tomar posse no dia 20 de dezembro, substituindo Fernando Chui Sai On, há uma década no cargo.

Ho Iat Seng, de 62 anos, único candidato ao cargo de chefe do executivo após ter recebido o aval de Pequim, foi eleito com 392 votos a favor, sete em branco e um nulo de uma comissão eleitoral composta por 400 membros, representativos dos quatro setores da sociedade.

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