A China convidou hoje observadores internacionais a assistirem a um teste do seu módulo de aterragem em Marte, à medida que o país apela a uma inclusão global em projetos espaciais.

Tratou-se da “primeira aparição pública da missão de exploração chinesa de Marte, e uma medida importante para Pequim avançar pragmaticamente com as trocas e cooperação internacionais espaciais”, apontou em comunicado a Administração Espacial Nacional da China.

Os convidados para o evento vieram de 19 países e incluíram os embaixadores do Brasil, França e Itália.

A demonstração das capacidades para pairar, evitar obstáculos e desacelerar foi realizada num local fora de Pequim que simula as condições no Planeta Vermelho, onde a força da gravidade é cerca de um terço do nível da Terra.

A China planeia lançar uma sonda e um veículo de exploração para Marte, no próximo ano, visando explorar detalhadamente partes diferentes do planeta.

O programa espacial chinês alcançou um marco no início deste ano ao pousar uma sonda no lado oculto da lua, o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra.

Desde a sua primeira missão tripulada, em 2003, o programa chinês desenvolveu-se rapidamente e tem procurado cooperar com agências espaciais da Europa e de outros lugares.

Os Estados Unidos, no entanto, interditaram a maior parte da cooperação espacial com a China, alegando motivos de segurança nacional e impediram a China de participar na Estação Espacial Internacional.

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