“A China tem demonstrado liderança na questão da transição para as energias renováveis”, afirmou aos jornalistas o Secretário-Geral Adjunto de Desenvolvimento Económico e Economista Chefe da ONU, Helliott Harris, à margem do 8.º Fórum internacional de energias limpas que se realiza em Macau.

“Temos visto a China a tomar a liderança na tecnologia da energia solar e, em geral, nas restantes formas de energia renovável” com o objetivo de diminuir as emissões de carbono e as alterações climáticas, frisou.

Para o responsável, trata-se de um importante exemplo para os países em desenvolvimento, já que o gigante asiático tem demonstrado ser possível fazer a transição enquanto continua a crescer economicamente.

A China tem feito um grande investimento no desenvolvimento de energia renovável e, de 2017 a 2020, Pequim pretende investir 367 mil milhões de dólares em projetos de energia solar, eólica, hidráulica e nuclear.

Apesar disso, China é o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, seguida pelos Estados Unidos, o principal consumidor de carvão e o segundo maior consumidor de petróleo.

Calcula-se que cerca de 60% consumida no país provem do carvão.

Ainda assim, Helliott Harris ressalvou que “mais de metade do investimento em energias renováveis vem dos países em desenvolvimento”, mas que ainda há o entendimento que as energias fósseis são mais baratas.

“Acho que isso é errado, talvez possa ser considerado mais barato hoje, mas se olharmos para daqui a três, cinco, dez anos, percebemos essa não é a solução, nem a mais barata, nem a mais eficiente”, afirmou.

“É muito melhor gastar o dinheiro agora para investir nas tecnologias do futuro, em vez de investir das tecnologias do passado”, frisou o responsável.

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