O político, que falou à imprensa no fim de um almoço “conferência press” com jornalistas de vários órgãos nacionais e estrangeiros, esclareceu que os rumores que correm pelas redes sociais são infundados.

“Até ao momento todas as despesas foram custeadas por mim, mas tenho noção que terei exaustão dos meus recursos e por isso aceitarei os angolanos de bem e de boa vocação que puderem contribuir”, sublinhou.

Durante o encontro, com a presença de vários jornalistas de renome, Abel Chivukuvuku recordou que o PRA-JA, apresentado no dia 2 de Agosto, é uma força política visionária e patriótica comprometida com os angolanos. Sublinhou que o encontro com os jornalistas teve como objetivo partilhar a visão com os angolanos de bem e sobretudo ouvir opiniões contrárias e assim contribuir para a construção de um país melhor.

Sobre a formalização do partido, lembrou que neste momento estão na primeira etapa, que passa pela legalização da Comissão Instaladora, que leva entre 15 e 30 dias.

Depois disso, reforçou, têm 90 dias prorrogáveis até 180 dias para o processo de recolha de assinaturas que darão suporte para a legalização do partido.

Em declarações ao Jornal de Angola, o jornalista Amílcar Xavier considerou positiva a iniciativa. “Abel Chivukuvuku é um líder político com uma dimensão inquestionável, que pretende estabelecer uma relação de proximidade com os jornalistas. Isto faz parte do marketing que os políticos modernos inscrevem como um exercício importante para a afirmação e mediatização das suas ações”, sublinhou.

Carlos Rosado de Carvalho, outro jornalista, disse ser importante que os políticos reúnam e falem com os jornalistas num ambiente mais informal e descontraído, que não seja daquelas coisas de conferência de imprensa e entrevistas, que permitam conhecer os políticos além dos ambientes formais.

O conselheiro da ERCA Carlos Alberto disse que quantos mais partidos sérios na oposição o país tiver, melhor será para a democracia, “porque o MPLA só pode evoluir se tiver uma oposição forte”.

Carlos Alberto reconheceu que Chivukuvuku deve uma explicação aos cidadãos que depositaram a confiança no pleito eleitoral de 2017. “Não pode hoje formar um novo partido e simplesmente ignorar aquilo que aconteceu nas eleições de 2017, pode acontecer uma quebra de confiança dos eleitores, daí a necessidade de justificar porque a mudança de postura e de partido. É preciso explicar, sem tabus, que tem a ficha limpa para que os cidadãos possam confiar”, disse.

Publicidade