O número de mortos devido ao mau tempo em Moçambique, na atual época chuvosa, ascende a 45, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a que a Lusa teve acesso.

Do número de mortos, 35 resultaram de descargas atmosféricas, refere o INGC.

As restantes vítimas morreram devido ao desabamento de residências (cinco) e arrastamento pela água (cinco).

O maior número de mortes (31) foi registado na Zambézia, Centro do país, seguido das províncias de Maputo, Sul, (seis), Sofala, na região Centro, com quatro, e Manica (Centro) e Niassa (noroeste), com duas, cada.

De acordo com o INGC, a província de Sofala tem quatro mortos, mas o município anunciava até sexta-feira três mortes, só na cidade da Beira.

A discrepância dos números deve-se à necessidade de validação das ocorrências pelo Ministério da Saúde.

Ainda na época chuvosa em curso, 66 pessoas ficaram feridas, em consequência dos vários fenómenos climatéricos.

O INGC refere que há mais de 14 mil famílias afetadas, de alguma forma, pelas intempéries, ou seja, cerca de 65 mil pessoas, muitas com habitações inundadas, sobretudo no Centro do país, num cenário que se repete em todas as estações das chuvas, entre outubro e abril.

A época chuvosa já afetou mais de 600 salas de aula, 47 escolas, cerca de 13 mil casas, dez unidades de saúde e mais de uma centena de postes de energia.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre o país.

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