O acordo foi assinado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD), Partido da Nova Democracia (PND), União para Mudança (UM) e Partido da Unidade Nacional (PUN).

Os cinco partidos estiveram do mesmo lado durante a crise política que assolou a Guiné-Bissau desde 2015, quando o Presidente guineense, José Mário Vaz, demitiu o Governo liderado pelo PAIGC, que foi vencedor das últimas legislativas, realizadas em 2014.

Aquelas formações políticas, que estiveram agrupadas no chamado espaço de concertação política e democrática, comprometeram-se com o princípio de não-agressão durante a campanha eleitoral, de entreajuda e ainda, em caso de vitória eleitoral, criar um governo inclusivo, com base de incidência parlamentar.

As tarefas principais desse governo serão: A revisão da Constituição da República, da lei-quadro dos partidos políticos, da lei eleitoral e a promoção de reformas nos setores de defesa e segurança, justiça e na administração pública.

Agnelo Regalla, presidente da União para Mudança, saudou a assinatura do acordo de entendimento, alertando as cinco formações políticas para “as batalhas que terão que enfrentar” na campanha eleitoral.

“Muitos vão tentar vir com uma campanha de ódio e de divisão do povo. Mas nós não vamos aceitar isso. Vamos demonstrar-lhes que a política é feita com elevação, vamos defender a unidade nacional”, disse Regalla.

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou estar “pouco preocupado” com a campanha eleitoral, uma vez, que, notou, “o povo terá a escolha facilitada, entre aqueles que querem perpetuar a crise e aqueles que querem a paz e o progresso”.

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