O objetivo, explicou, é também tornar a UNAP numa instituição de renome, capaz de defender adequadamente os interesses dos membros, no país e no estrangeiro. Coutinho Nobre Miguel destacou ainda, durante a apresentação dos relatórios de atividade de 2018, que têm intenção de, nos próximos dois anos, melhorar a condição social dos associados.

Embora seja uma instituição orçamentada pelo Estado, continuou, a UNAP quer defender mais a sua independência financeira, de forma a poder acudir as reais necessidades dos membros. “Mas, para assegurar este propósito, é necessário a criação de mais fontes de financiamentos próprias”, aclarou.

A UNAP, destacou, sendo uma associação reconhecida internacionalmente, deve ter possibilidades para apresentar melhores condições aos membros, “o que só se pode alcançar com a diversificação dos produtos artísticos e a criação de mercados mais ativos, capazes de gerar rendimentos dignos aos associados.”

A componente formativa, de carácter científica ou técnica, é outro aspeto fundamental para Coutinho Nobre Miguel, para quem os membros da UNAP precisam de ter uma formação adequada, caso queiram melhorar a qualidade das suas obras e torná-las mais atrativas e competitivas para o mercado internacional. “Temos de realizar projetos, no país e no estrangeiro, capazes de ajudar a classe a se suster de forma autónoma, ao mesmo tempo que fazemos a divulgação da cultura nacional.”

Para Coutinho Nobre Miguel, é também essencial que seja feita a identificação e avaliação de todo o património da UNAP, para uma inventariação, como parte dos activos financeiros produtivos da associação, que deve ser registada.

Aproximação
Por sua vez, o presidente de direção da UNAP, Manuel de Oliveira “Dudu”, defende uma maior aproximação entre os membros fundadores e a nova geração de artistas, de forma que todos possam contribuir com ideias produtivas para a melhoria dos programas de ação. “Outro aspeto decisivo são os membros da instituição residentes nas demais províncias. Temos de dar maior atenção especial às atividades feitas por estes”, acrescentou.

Apenas com a participação de todos, acrescentou, vai ser possível explorar as potencialidades e as ideias inovadoras da classe, assim como criar um espírito de união entre a nova e a antiga geração de artistas. “É uma garantia do reforço de algumas estratégias do programa de ação da UNAP para o quadriénio 2017-2021.”

A execução de uma nova dinâmica à criação artística nacional, destacou, é, assim como a criação de mais visibilidade aos associados, uma das principais preocupações da direção da UNAP, que quer encontrar as melhores soluções para a resolução dos problemas dos associados. “Vamos continuar a incentivar a criatividade com atividades capazes de enaltecer as artes nacionais e, simultaneamente, dar dignidade aos seus criadores”, explicou.

A UNAP, prosseguiu, está preocupada com o facto de muitos membros não pagarem as quotas com regularidade, valor este que ajudaria na implementação de vários programas, benéficos à classe.

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