Durante a interacção com leitores, o autor do romance enalteceu a iniciativa da Bay-Qi, que visa juntar leitores para discutir e avaliar livros de escritores angolanos, incentivando maior abertura e visibilidade dos autores nacionais.

Esta edição do projecto reuniu vários leitores, jornalistas e escritores para avaliar e discutir o romance “Se os Ministros Morassem nos Musseques”, que retrata a História recente de Angola, duas narradas pelo autor que conta a vivência traumática de Nkunku, que leva o leitor a uma viagem ao fatídico ano de 1961 até 1987 e a História da fundação da Ilha de Luanda, um reino governado pela rainha Eutanasia, chamado o Reino das Casuarinas.

José Luís Mendonça realçou a importância da literatura numa sociedade, e fez um apelo ao Ministério da Educação para dialogar mais com os escritores, por serem a reserva moral de uma sociedade.
“O Ministério da Educação tem que dialogar mais com os escritores, um país só produz grandes escritores quando tem uma educação de qualidade. Nós temos ferramentas para ajudar o Ministério da Educação a crescer”, frisou.

Para o escritor, o Clube do Livro poderá ajudar os autores nacionais a divulgarem mais as obras por eles produzidas, pois, como adiantou, é “uma iniciativa muito válida que vai permitir aos escritores angolanos terem mais abertura e divulgação que atinge o mundo, pelas redes sociais ou plataformas digitais com mais visibilidade a nível internacional”, afirmou José Luís Mendonça.

A directora-geral da Bay-Qi, Fátima de Almeida, disse que com o surgimento do Clube do Livro está criada uma ferramenta capaz de ajudar a dar mais abertura aos escritores e leitores, por forma a promover a literatura angolana.

“O Clube do Livro é para todas as pessoas. Foi criado como iniciativa para promover o livro angolano, fazendo as pessoas perceber que os nossos livros têm muitos conteúdos e comprem mais. Este é o primeiro do ano e já temos todos os meses preenchidos”, afirmou.

José Luís Mendonça nasceu no Golungo Alto (Cuanza Norte) e aparece no universo das letras com “Chuva Novembrina”, com a qual venceu, em 1981, o prémio Sagrada Esperança.

É autor da obra “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”. Em 2015 foi-lhe outorgado o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura.

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