A decisão foi tomada na terça-feira numa reunião do plenário da Comissão Nacional de Eleições, que tinha como um dos pontos de agenda a “adoção do caderno eleitoral em conformidade com a recomendação da comunidade internacional”, refere, em comunicado, a que a Lusa teve hoje acesso.

Os membros plenários da CNE decidiram “adotar os cadernos eleitorais utilizados nas eleições legislativas do passado dia 10 de março de 2019, como válidos e únicos para as eleições presidenciais de 24 de novembro”, refere-se no comunicado à imprensa.

O Governo da Guiné-Bissau iniciou em setembro uma correção às omissões dos cadernos eleitorais, que, devido a falhas técnicas, impediram mais de 20.000 eleitores de votar nas legislativas.

As correções têm provocado alguma tensão política, com os partidos da oposição e candidatos às presidenciais a considerarem que as correções não têm enquadramento legal.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise na Guiné-Bissau, insistiu em diversas ocasiões na manutenção dos cadernos eleitorais utilizados nas eleições legislativas de 10 de março nas eleições presidenciais, salvo consenso total da classe política.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro e a segunda volta, caso seja necessária, está marcada para 29 de dezembro.

A campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, decorre entre 1 e 22 de novembro.

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