“A coligação vai muito bem, nós estamos unidos numa causa que é garantir a estabilidade política e governativa deste país, sem a qual não é possível almejar qualquer desenvolvimento”, disse Jorge Bom Jesus, em declarações aos jornalistas quando fazia o balanço dos 100 dias do Governo que lidera.

“Naturalmente, algumas coisas certamente nos dividem, mas uma coisa que de certeza nos une é continuarmos a trabalhar juntos para levarmos este ´parto´ a bom termo, levarmos esses quatro anos a bom termo, em nome do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, acrescentou o primeiro-ministro.

O atual Governo que saiu das eleições legislativas de outubro passado é constituído pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) que obteve 23 assentos parlamentares, e uma coligação de três partidos – PCD, UDD e MDFM – que, em conjunto elegeram cinco deputados.

A Ação Democrática Independente (ADI) foi o partido mais votado, com 25 deputados, mas sem a maioria para formar Governo.

“Não podemos continuar, constantemente, a colocar o ponteiro no zero, é uma questão de responsabilidade patriótica e tudo tem sido feito para conservarmos esta estabilidade política e esta unidade da grande coligação”, explicou.

Jorge Bom Jesus considerou que a coabitação do seu Governo com o Presidente da República, Evaristo Carvalho, “é saudável”, e “de grande cordialidade”.

“Pelo menos até prova do contrário, não tenho queixas”, disse o governante, que se manifestou tranquilo e congratulou-se com a interdependência dos órgãos de soberania: “Vamos continuar a trabalhar dentro desses limites, das balizas que a própria Constituição nos impõe”, sublinhou.

Jorge Bom Jesus disse ter pedido aos membros do seu Governo para se começar o “processo de despolitização da função publica” e prometeu que durante o primeiro semestre deste ano vai proceder a avaliações, que vão incluir “o próprio elenco governamental”.

“Durante esse semestre vamos proceder as avaliações de todos e vai começar pelo próprio elenco governamental, no sentido de aferirmos a qualidade, a competência e capacidade daqueles que têm sido colocados e naturalmente aqueles que não derem conta do recado serão substituídos”, disse o governante, que se disse “profundamente empenhado na inclusão”.

O primeiro-ministro acredita que esse processo de avaliação a nível do próprio Governo pode originar alguma fragilização na coligação, mas manifestou-se “pouco preocupado” com a situação.

“Os políticos têm que servir o povo, têm que estar preocupados com o povo, eu estou aqui ao serviço da população, essa população que não consegue encontrar caminho do desenvolvimento e desta vez queremos encontrar uma saída”, referiu.

“Naturalmente que os partidos políticos são importantes em democracia, são determinantes, mas sejam os partidos políticos ou dirigentes, nós todos seremos depois avaliados nas urnas e seremos avaliados em função da nossa capacidade de realização”, defendeu.

O primeiro-ministro acrescentou que o seu principal objetivo é “realizar o máximo que puder para “recuperar muito tempo que foi desperdiçado”.

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