O comércio eletrónico em Portugal totalizou quase 75 mil milhões de euros em 2017, representando 38,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pela ACEPI – Associação de Economia Digital.

No mais recente edição do “Estudo Economia Digital”, a associação refere que o e-commerce B2B teve um crescimento de 11,1% em termos homólogos e que deverá voltar a aumentar, pelo menos, até 2025: com um peso de 62,5% na economia portuguesa.

Já o e-commerce B2C está valorado em 4,6 mil milhões de euros (i.e. 2,5% do valor do PIB), mais 11,3% comparativamente ao ano anterior. Assim como com o comércio digital bussiness to business, o comércio digital business to costumer também passará a representar mais do PIB daqui a seis anos (4,2%, um acréscimo de quase 2 pontos percentuais).

Alexandre Nilo Fonseca, presidente da direção da ACEPI, considera que o país “não se pode queixar” nesta área, mas aponta um “défice de conhecimento de utilização” das ferramentas digitais por parte das empresas e consumidores portugueses.

A 10° edição deste estudo, elaborado em parceria com a consultora IDC, concluiu que, apesar de 20% da população portuguesa ainda não utilizar a Internet, 34% (acima dos 15 anos) tem o hábito de comprar online (acima dos 22% da média global e abaixo dos 48% da média europeia).

À margem da apresentação deste relatório à imprensa, o porta-voz da ACEPI disse que objetivo da organização passa por”acelerar a próxima vaga de transformação digital da economia e da sociedade em Portugal”. Para tal, a entidade irá lançar novas ferramentas.

Aos jornalistas, Alexandre Nilo Fonseca revelou que os sites onde os portugueses mais compram são o Aliexpress, o Continente e o Booking. Em 2017, um terço dos consumidores compraram páginas online chinesas.

Para o presidente da ACEPI, este é um dos dados mais curiosos, ainda há dois anos eram os sites britânicos que dominavam a preferência dos portugueses.

A ‘nacionalidade’ dos sites usados para  é um dos indicadores onde Portugal diferente dos seus pares europeus, que preferem comprar em sites nacionais. “Provavelmente a oferta em Portugal ainda não é tão diversificada e dominamos bem outras línguas”, argumenta.

Os internautas portugueses optam essencialmente por comprar online através do telemóvel, por causa de serviços como a UberEats ou a Cabify. “Não tenho dúvidas de que o mobile ganhará grande expressão”, frisou o responsável da ACEPI, aos meios de comunicação social.

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