“Tenho a certeza e confio na sabedoria política do povo da Guiné-Bissau, das autoridades, dos poderes constituídos e eu tenho a certeza que é uma sociedade pacífica, tranquila, em que todos circulam livremente e tenho confiança que nada interferirá nesse processo. É muito importante que isso aconteça”, afirmou aos jornalistas o diplomata brasileiro.

O embaixador Mauro Vieira falava no final de um encontro com o Presidente guineense, José Mário Vaz, no início de uma visita de dois dias à Guiné-Bissau.

Durante a sua estada em Bissau, o diplomata vai consultar as autoridades nacionais, órgãos responsáveis pela organização das eleições, partidos políticos, sociedade civil e parceiros internacionais.

Antes do encontro com o presidente da Comissão de Configuração da Paz da ONU para a Guiné-Bissau, o Presidente guineense recebeu os representantes da União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e Nações Unidas em Bissau, o chamado P5, que recusaram prestar declarações à imprensa.

Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, denunciou uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo o candidato às presidenciais Umaro Sissoco Embaló, que considerou a acusação como uma “mentira e calúnia”.

Na terça-feira, foi visível em Bissau o reforço da segurança, mas o dia decorreu com toda a normalidade.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão marcadas para 24 de novembro.

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