Logo após a aprovação do relatório, proposto pelo senador Tasso Jereissati, do Partido da Social Democracia Brasileira, os senadores iniciaram a votação dos destaques (propostas de alteração ao texto), mas todas as mudanças apresentados por partidos de oposição à proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma foram rejeitadas.

O texto segue na noite de hoje para votação do plenário do Senado. Para ser aprovada, a proposta deve passar por duas voltas de sufrágio, e requer 49 votos dos 81 senadores em cada uma das voltas.

O Governo brasileiro espera concluir a votação da segunda volta até 10 de outubro, seguindo a data programada pelos líderes do Senado.

Em 04 de setembro, a CCJ do Senado já tinha aprovado um primeiro relatório sobre a reforma. Depois da aprovação pela comissão, o texto foi enviado ao plenário para a apresentação de emendas à proposta.

Desde que foi enviada pelo governo ao Congresso, a reforma já sofreu várias alterações.

Segundo o relator do projeto, a proposta de poupança para o Estado brasileiro é de 876,7 mil milhões de reais (192,9 mil milhões de euros) em dez anos, caso a reforma seja aprovada.

O Senado deve discutir ainda uma proposta paralela para incluir estados e municípios na reforma do sistema de pensões, possibilidade que foi excluída pela Câmara dos Deputados.

A polémica proposta chegou ao Senado depois de a Câmara dos Deputados ter concluído em julho a votação em segunda volta da proposta.Este é uma das grandes apostas do Governo liderado por Jair Bolsonaro para o país tentar reconstruir uma economia que entre 2015 e 2016 perdeu sete pontos percentuais do Produto Interno Bruto, que cresceu apenas a uma taxa de 1% ao ano em 2017 e em 2018, temendo-se que este ano possa entrar em recessão.

Com a reforma, rejeitada pelos sindicatos e movimentos sociais, que protestaram em várias cidades do país em julho, o projeto visa reduzir os gastos com um sistema de segurança social que o Governo considera em rutura, acabar com um défice crónico do setor público e libertar recursos para investimentos em áreas consideradas prioritárias.

Para atingir esse objetivo, o projeto prevê uma idade mínima para acesso à reforma de 62 anos para mulheres e 65 para homens, que não é atualmente um requisito no Brasil.

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