Aristides Gomes falava aos jornalistas no final de um encontro com a missão de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, União Africana, Nações Unidas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que chegou domingo ao país e iniciou hoje contactos com as autoridades guineenses para avaliar os preparativos das eleições.

“A delegação apoia o Governo para que tudo corra bem em torno dos preparativos para a organização das presidenciais. A delegação reafirma a necessidade, a imperatividade, de as eleições se realizarem a 24 de novembro”, afirmou o primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre a posição de quatro candidatos às presidenciais, nomeadamente Umaro Sissoco Embalo, José Mário Vaz, Nuno Gomes Nabian, e Carlos Gomes Júnior, que não querem a validação das correções das omissões aos cadernos eleitorais, Aristides Gomes disse que é uma “falsa polémica”.

“Já concluímos as correções e vamos entregá-las à Comissão Nacional de Eleições. Quem decide é a plenária da CNE onde vão estar os candidatos às presidenciais”, afirmou.

Segundo o primeiro-ministro, quem vai decidir se as pessoas vão votar é a CNE, em conjunto com os candidatos que virem as suas candidaturas aprovadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Já sobre um comunicado enviado à imprensa na semana passada pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, no qual acusa Aristides Gomes de falta de cooperação institucional, o primeiro-ministro salientou que a missão essencial é organizar presidenciais.

“As pequenas polémicas não são muito importantes para a realização de eleições”, afirmou.

A missão de alto nível estava hoje ao início da tarde reunida numa unidade hoteleira, em Bissau, com os partidos políticos com assento parlamentar e as candidaturas às presidenciais.

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