A associação “Somos”, com sede em Macau, vai lançar no próximo mês um concurso de fotografia dedicado ao património cultural do espaço lusófono, um “tema abrangente” que procura atrair profissionais e amadores, indicou a organização.

“Quando falamos de património pode ser o material ou o imaterial. Damos como exemplo as danças, a religião, enfim, várias formas de comunicação”, disse à Lusa a presidente da Somos-Associação de Comunicação em Língua Portuguesa, Marta Pereira.

Subordinada a “um tema abrangente”, a segunda edição do concurso “Imagens da Lusofonia” espera atrair “fotógrafos profissionais ou amadores” de Macau e todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia, indicou.

Da mesma forma, e à semelhança do ano passado, podem ser ‘palco’ das fotografias Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

O júri de seis fotógrafos terá a cargo a escolha das três imagens vencedoras, “às quais serão atribuídos prémios pecuniários no valor de 10 mil patacas, cinco mil patacas e 3.500 patacas” (cerca de 1.100, 600 e 400 euros), respetivamente.

As imagens vão integrar uma exposição, que estará patente de 28 de Fevereiro a 15 Março de 2020, na Galeria de Exposições da Casa Garden, em Macau, com a curadoria do fotógrafo português António Mil-Homens.

A mostra poderá depois ser levada a Lisboa e até a Goa, indicou.

A inscrição no concurso fotográfico é gratuita e pode ser efetuada através do Website da Somos–ACLP (www.somosportugues.com), entre 01 e 31 de Dezembro de 2019.

No ano passado, a associação, que tem trabalhado no território em parceira com associações da CPLP, recebeu fotografias “muito diversas” e de todos os países “sem exceção”, salientou Marta Pereira.

“Tivemos danças tradicionais de Portugal, índios da Amazónia, (…) É interessante analisar o tipo de fotografias que nos chegam porque há uma educação de base que é vertida no olhar de cada fotografo”, afirmou.

Sobre projetos futuros, Marta Pereira avançou que a organização tem alguns “na manga”, nomeadamente ligados “à literatura e à palavra”.

“Estamos a dar passinhos pequenos, mas com segurança”, sublinhou.

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