“Para além dos diferendos políticos ou dos nossos posicionamentos profissionais é fundamental que a liderança cabo-verdiana, a sociedade e todos nós estejamos convergentes, em relação às prioridades do país, nos próximos anos, para que possamos eliminar a pobreza que atinge cerca de 180 mil pessoas e ter um país desenvolvido e inclusivo no horizonte 2030”, pediu o governante.

O também ministro das Finanças falava, na cidade da Praia, após um encontro com os parceiros sociais, que tinha como ponto apreciar e aprovar a Ambição 2030 (Agenda Estratégica de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde). 

Olavo Correia avançou que o documento vai ser agora apresentado ao Conselho de Ministros, esperando que todos possam estar alinhados em relação ao caminho do país para acelerar a sua dinâmica de crescimento. 

“A liderança do país está convidada a juntos construirmos uma visão de Cabo Verde a longo prazo, que garanta sustentabilidade e compromisso para que todos possam atuar e para que os desafios possam ser vencidos”, apontou o ministro. 

Para a elaboração dessa visão, o número dois do Governo cabo-verdiano disse esperar um processo participativo, envolvendo todos os parceiros sociais, lideranças no país e na diáspora, parceiros internacionais e uma equipa técnica vasta e nos mais diversos domínios.

Capital humano, saúde, resiliência, economia verde, agricultura, turismo, emprego jovem, economia azul, economia digital e o setor privado nacional são algumas das áreas prioritárias que devem fazer parte da visão de Cabo Verde para os próximos 10 anos. 

“Nos próximos dias o roteiro será apresentado no Conselho de Ministros para apreciação e aprovação final. Assim estaremos em condições para dar início, de imediato, a todo processo de elaboração desta visão”, prosseguiu o ministro, informando que em maio vai ser realizada uma conferência internacional onde serão apresentadas as conclusões do documento. 

O secretário da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento, José Luís Neves, disse que os eixos definidos satisfazem a agremiação, mas recomendou ao Governo para levar em conta as especificidades de Cabo Verde enquanto pequeno Estado insular em desenvolvimento. 

O presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres, José Manuel Vaz, fez um balanço positivo da reunião e prometeu apresentar mais propostas concretas, por entender que se trata de um documento abrangente, que toca todos os setores de desenvolvimento do país.

Por sua vez, a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos — Central Sindical, Joaquina Almada, afirmou à imprensa que a maior central sindical do país também deu o seu aval ao documento, mas espera alguma novidade para os trabalhadores cabo-verdianos, mesmo não constando da agenda de trabalhos. 

Além do Governo, o CCS é formado por estruturas empregadoras, das câmaras de comércio e sindicatos.

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