A fábrica é a primeira peça central do megaprojeto de exploração de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma que vai trazer receitas avultadas para o país a partir de 2024.

Até agora, na península de Afungi, província de Cabo Delgado, têm avançado obras de infraestruturas acessórias, em que participam empresas portuguesas, naquele que será o maior investimento da história do país.

A construção da fábrica vai avançar “depois de a Anadarko anunciar a decisão final de investimento”, anunciou em comunicado o consórcio liderado pela McDermott e que inclui ainda a Saipem e a Chiyoda.

A cerimónia oficial de anúncio da decisão final de investimento está marcada para 18 de junho em Maputo.

“A parcela inicial do contrato para engenharia, construção e aquisições para o qual foi escolhida a McDermott está avaliado em 2.000 milhões de dólares”, anunciou a empresa.

A fábrica vai ter uma capacidade de produção de 12,8 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, a maioria a canalizar para cargueiros através de um cais a construir junto à unidade industrial.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à a indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

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