O Presidente timorense vai realizar, até 04 de fevereiro, uma ronda de consultas para encontrar uma solução para a crise política, desencadeada pelo chumbo à proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020.

O calendário, aprovado por Francisco Guterres Lu-Olo, e a que a Lusa teve acesso, começa na quinta-feira com reuniões separadas com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o maior partido da coligação do Governo, Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), liderado por Xanana Gusmão.

Seguem-se no mesmo dia encontros com a liderança do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), terceiro partido da AMP, e depois, à tarde, com dirigentes dos partidos mais pequenos no parlamento, a União Democrática Timorense (UDT) e Frente Mudança (FM).

Na sexta-feira está prevista a reunião com os líderes do Partido Libertação Popular (PLP), segunda força da AMP liderada pelo atual primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, e a reunião com a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), maior partido com representação parlamentar.

O diálogo com as forças políticas é retomado a 29 de janeiro, com dirigentes do Partido Democrático (PD) e do Partido de Unidade, Democracia e Desenvolvimento (PUDD).

A 30 de janeiro estão previstos encontros com o Grupo de Juristas Timorenses e com a FONGTIL, o Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste, e no dia seguinte, 31, terá lugar o encontro com os bispos das três dioceses (Díli, Baucau e Maliana), e outro com representantes das restantes confissões religiosas.

A ronda termina com um encontro a 03 de fevereiro com o Conselho de Combatentes de Timor-Leste e, finalmente, com a reunião do Conselho de Estado, prevista para a manhã de 04 de fevereiro.

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