O projeto vai abranger as cidades de Maputo e Matola, capital e subúrbios, e o apoio vai ser aplicado em obras até 2024 junto às estradas com maior frequência de acidentes.

Parte do valor será também aplicado em campanhas de sensibilização.

O projeto prevê a instalação de um sistema de vigilância e controlo de tráfego que permite o registo de infrações e acabar com os casos de fuga.

Nas cidades de Maputo e Matola já foram identificados oito “pontos negros”, onde se têm registado maior número de acidentes de viação, acrescentou a mesma fonte.

“A Escola 25 de Junho [um dos pontos negros] em Maputo é uma das piores em termos de acidentes e, por isso, vai colocar-se uma vedação para proteger as crianças”, exemplificou.

O montante vai ser também aplicado no apetrechamento de um centro de monitorização de contravenções e controlo de tráfego, no Plano Director de Segurança Rodoviária e na formação de gestores e técnicos do Instituto dos Transportes Terrestres (Inatter).

O projeto resulta da cooperação entre o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique e a Agência Coreana de Cooperação Internacional (Koica).

Um total de 1.254 pessoas morreram em acidentes de viação no país em 2018, de acordo com dados da polícia compilados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, a percentagem de mortes por número total de vítimas anual subiu de 27,9%, em 2017, para 32,8% em 2018.

A Associação Moçambicana para Vítimas de Acidentes de Viação (Amviro) estima que o número de vítimas mortais chegue às 1.700 pessoas por ano e que o dobro contraia ferimentos.

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