Há  21  anos  no mercado  angolano, a IFC  quer  operar  em  Angola  com “mais impacto”,  de acordo com o seu  vice-presidente  para  África  e  Médio Oriente,  Sérgio  Pimenta, que  está no País, desde  hoje,  segunda-feira, em visita de prospecção do  sector privado.

“ As actividades do IFC têm sido relativamente reduzidas, e este  exercício de  definição de  novas estratégias  vão alimentar  a nossa  maneira  de pensar  e de  intervir em relação ao apoio que deve ser dado ao País”,  afirmou o vice-presidente do IFC, em conferência de imprensa.

Com a  nomeação de um  novo director para África  Austral, Kevin Njiraini,  que  vai estar baseado em Joanesburgo, África  do Sul,  prevê-se  uma  nova  dinâmica  da  intervenção do IFC, em Angola, segundo  Sérgio Pimenta.

Algumas  sectores  já foram  identificados  pelo IFC, com destaque para a  agricultura,  agro-indústria,  logística  e  transportes,   áreas que podem  contribuir no fomento da  cadeia produtiva  do país e criação de oportunidades de emprego.

“Angola  importa  ainda muitos produtos alimentares, quando ao mesmo tempo tem uma capacidade  agrícola considerável  que podem  ajudar no  desenvolvimento da  cadeia  de valores de produção  e criação abertura de  oportunidades de emprego  à população”, observou.

Sérgio  Pimenta que foi recebido pelo Vice-Presidente  da República, Bornito de  Sousa,  manteve encontro  separados com alguns membros do  Executivo,  parceiros de desenvolvimento  em  Angola  e  representantes do  sector  privado, com quem abordou  sobre  as novas perspectivas do IFC.

Presentes  em mais de  120 países emergentes,  a  Corporação Financeira Internacional (IFC) é detida  pelo Banco Mundial e governos e  conta com 184 accionistas,  incluindo  Angola.

Durante o ano fiscal de 2017, o  IFC  fez  investimentos na  ordem dos 23  mil  milhões de  dólares  no sector privado, a nível global.

Pela  primeira vez, de acordo com o vice-presidente  do IFC  para África  e Médio  Oriente,  em 2017,  a África subsaariana  recebeu 6,2 mil milhões de  dólares   de apoio  ao  sector  privado.

Em Fevereiro deste ano, o vice-presidente do pelouro de tesouraria do IFC, Jingdong  Hua, em visita de dois  dias  em  Angola,   frisou que  34 milhões de dólares norte-americanos é o valor da carteira de financiamento da Corporação Financeira Internacional (IFC) do Grupo Banco Mundial  que tinha disponível  para apoiar o sector privado angolano, com destaque à indústria.

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