“É preciso ter memória e não esquecer. E é preciso ter um grande descaramento para, pela terceira vez, apresentarem um cabeça de lista que nada fez por Portugal e pelos portugueses”, disse António Costa, sem nunca referir o nome de Paulo Rangel, candidato do PSD às eleições europeias de 26 de maio.

O secretário-geral do PS, que participa num almoço em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, que conta também com a presença do cabeça-de-lista socialista às eleições europeias, Pedro Marques, num discurso perante centenas de militantes defendeu que “o PSD merece um voto de censura nestas eleições europeias”.

Já sobre Pedro Marques, disse que este é um candidato de que Portugal e o PS se podem “orgulhar” porque, tendo começado carreira numa câmara, a do Montijo, “sabe bem o que é o poder local” e, como ministro, “andou de concelho em concelho a discutir programas para o país”.

“Há razões para que o PS mereça a confiança e o PSD mereça a censura. Percebo muito bem o que o PSD quer começar aqui, na campanha às europeias. Quer começar o assalto ao poder e mudar a política que começamos há três anos”, disse, dando vários exemplos, nomeadamente que foi a política socialista que “permitiu a Portugal crescer acima da média europeia pela primeira vez”.

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