Numa declaração distribuída entre os participantes e à qual a os órgãos de comunicação brasileiros tiveram acesso, a diretora regional do Fórum, Marisol Argueta de Barillas, anunciou a suspensão da reunião devido à “situação dinâmica em torno do coronavírus”.

“O Fórum Económico Mundial e os seus parceiros no Brasil concordaram em marcar essa reunião novamente numa data posterior”, disse Argueta.

A edição latino-americana do fórum estava agendada entre 28 e 30 de abril em São Paulo, a cidade mais rica e populosa do Brasil e onde estão concentrados a maioria dos casos confirmados no país sul-americano.

O Ministério da Saúde informou sexta-feira que os casos confirmados saltaram de 8 para 13 num só dia, dez dos quais no estado de São Paulo, onde vivem mais de 40 milhões de pessoas.

Os estados do Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo já confirmaram um caso cada, enquanto as autoridades sanitárias de Brasília aguardam o teste de um paciente de 52 anos, que apresentou resultado positivo no primeiro diagnóstico.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, falou na noite de sexta-feira ao país, num pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, declarando que “não há motivo para pânico” em relação ao novo coronavírus (Covid-19).

“O mundo enfrenta um grande desafio. Nos últimos meses surgiu um vírus novo, contra o qual não temos imunidade. Os casos iniciaram-se na China, mas o vírus já está presente em todos os continentes. O Brasil reforçou o seu sistema de vigilância nos portos, aeroportos e unidades de saúde e foi o primeiro país da América do Sul a lidar com a enfermidade”, afirmou o chefe de Estado do Brasil, país que tem, neste momento, 13 casos de coronavírus confirmados.

“Convoco a população brasileira, em especial os profissionais de saúde, para que trabalhemos unidos e superemos juntos essa situação. O momento é de união. Ainda que o problema possa agravar-se, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção”, acrescentou o mandatário.

A China registou hoje mais 28 mortes devido do Covid-19, elevando o número total de mortes para 3.070, informou a Comissão Nacional de Saúde do país.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.600 mortos e infetou mais de 100 mil pessoas em 92 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou 13 casos de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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