A designer industrial cabo-verdiana Wanda Fernandes tem patente ao público uma exposição-venda de máscaras sociais e acessórios, no Centro de Arte e Cultura (CAC), em Sal Rei, que ficará exposta até o final do mês de Junho.

Em declarações à Inforpress, a designer explicou que esta exposição, que marca o início das actividades do CAC, retrata a realidade da covid-19, sob as directrizes de utilização de máscaras para proteger as pessoas mutuamente de um possível contágio.

Quem passar até ao final do mês pelo espaço de cultura da cidade boa-vistense terá o privilégio de contemplar e/ou adquirir as máscaras sociais de padrões de tecidos africanos, para todos os sexos e idades, em conjunto familiar, para encomenda.

Mais, junto há também acessórios como fitas, botões e alargadores, estes últimos para minimizar a mágoa provocada pelos elásticos nas orelhas, adicionado ainda pastas para a acondicionar e bolsa para combinar com o material de protecção.

Para a expositora, apesar destes materiais denominados de máscara social ou comunitária não ter a mesma protecção efectiva da cirúrgica, numa altura que não há outras opções, devido à escassez de stock, é “preferível utilizar este do que não usar nenhuma”.

Mas Wanda Fernandes garantiu que segue as normas exigidas e tamanhos estipulados na confecção, ou seja, o padrão ergonómico, tendo em exposição dois modelos, um com filtro e outro mais simples, recomendado sobretudo quando for necessário manter o distanciamento social.

A designer, formada em design industrial em Portugal, acrescentou que semanalmente haverá artigos diferentes, como para colecção de praias, e que conforme a procura irá aumentar a oferta e novidades aos artigos, frisando “ser a preços acessíveis”.

“Tudo isto para tentar normalizar, tornar esta nova realidade mais bonita e suportável”, disse Wanda, sublinhando que usar máscaras é um hábito a adquirir no futuro, incluindo este acessório no quotidiano, para até mesmo depois de o covi-19 passar, de modo a evitar a propagação rápida de outras pandemias ou viroses.

Esta designer industrial faz a analogia deste trabalho com a frase: “Se te derem limões, faz uma limonada”, isto é, apontou “fazer uma máscara bonita, como um acessório de moda”.

“Sendo que temos que viver com esta realidade, urge mudar a nossa maneira de pensar e os nossos hábitos neste sentido, e porque não juntar o útil ao agradável, fazendo das máscaras acessórios de moda, para se ter orgulho de mostrar e sentir embelezado”, sugeriu.

Relembrou que os asiáticos quando estão doentes usam máscaras para proteger de outros contágios, entre outros hábitos, como tirar os sapatos e roupas que usam na rua, quando chegam à casa.

Wanda Fernandes, que vive em Cabo Verde há dez anos, ajuntou que sempre teve tendência e gosto pela moda, ressalvando o curso implica tudo o que é feito industrialmente em quantidade, inclusive a moda, daí resolveu juntar está mais-valia com tradição da confecção em tecidos africanos, através das suas raízes de Angola, onde nasceu.

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